São José dos Campos
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No decorrer do dia o dia terá com variação de nebulosidade na região.
Editorial
Julho 27, 2018 - 01:23

Voa São José, voa: 251 anos

Pipa com coração de avião. Ou avião com coração de pipa? Aos 251 anos, São José agora bate as asas rumo ao futuro


São José dos Campos. Capital da tecnologia, a cidade de 251 anos é hoje um avião que guarda no peito um jovem coração de pipa, com uma linda rabiola a serpentear no ar e muita, mas muita, muita linha ainda enrolada no carretel. Ou seria uma pipa com o coração de avião? A maior cidade do Vale do Paraíba, que faz aniversário nesta sexta-feira, é como um bem-te-vi desafiando o vazio do céu de brigadeiro, irrompendo os dias futuros com o bater poético de suas asas. Voa para onde? Lá do alto, São José consegue abraçar o mundo todo, já que todo mundo ajudou a construir essa terra abençoada, desde os jesuítas do século 17 até os milhares de imigrantes, vindos de mais de 30 países de todo o planeta, que deram à cidade um sotaque único, que inclui a cultura dos mineiros, baianos, caipiras... é tanta gente. É um mundo todo que se abraça em uma cidade só, nascida na diversidade. Que tem raízes no céu, com o vento tirando-lhe as folhas para uma dança leve. Suave.

Aos 251 anos, a cidade preserva a vocação irremediável para escrever o futuro. Aqui, nessas terras joseense, plantam-se sonhos. E eles são semeados com a força e a coragem de gente que trabalha duro, que inova e desafia frontalmente o óbvio, de sol a sol buscando novos caminhos.

Novos voos.

Seja nas asas do E195 E-2, novo jato da Embraer. Seja na plumagem do sabiá. Ou no papel colorido da pipa que pinta a fantasia do menino, com uma imaginação que voa pela São José de todos. De todos os povos.

E o que há no céu?

'Só havia pirilampos

imitando o céu nos campos.

Tudo parecia certo.

O horizonte estava perto', escreveu o poeta Cassiano Ricardo, joseense mais ilustre. Adiante, ele completa em sua poema 'A flauta que me roubaram':

'Deus escrevia direito

por pequenas ruas tortas.

A mesa era sempre lauta.

Misto de sabiá e humano

o vizinho acordava

tranqüilo, tocando flauta.

Era em S. José dos Campos.

O horizonte estava perto.

Tudo parecia certo

admiravelmente certo'.

Aos 251 anos, o futuro descortina-se diante dos olhos ávidos desta pipa com coração de avião. Voa São José, voa..

 

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