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Política
Julho 04, 2018 - 22:55

Caso Barreiro: agressão partiu de morador, dizem servidores

Nada de árbitro de vídeo. Jarbas, de costas, e o morador, de preto

Nada de árbitro de vídeo. Jarbas, de costas, e o morador, de preto

Foto: /Reprodução

Os dois funcionários da Secretaria de Segurança Pública de Taubaté afirmaram à sindicância que, após proferir 'ofensas', o morador 'desferiu um chute' e que foi preciso 'conter a injusta agressão' com 'uso moderado da força'

Julio [email protected]

Embora o vídeo que registrou a ação mostre o contrário, os dois servidores da Prefeitura de Taubaté envolvidos no caso de agressão a um casal durante a desocupação de um imóvel em fevereiro, no Barreiro, afirmam que a violência física partiu dos moradores.

A informação está no processo de sindicância interna promovido pela prefeitura para apurar o caso. A reportagem teve acesso aos documentos após pedido por meio da LAI (Lei de Acesso à Informação).

Essa é a primeira vez que vem a público a versão de Jarbas Nogueira, gestor da área de Segurança e Vigilância, e de Vinicius Libanori, que ocupa função de chefia também na Secretaria de Segurança Pública. Anteriormente, eles haviam se negado a dar entrevista sobre o caso.

Encerrada em maio, a sindicância apontou "ausência de responsabilidade funcional" e acabou arquivada.

VERSÕES.

No começo do vídeo, que tem pouco menos de dois minutos, Jarbas discute com o morador do imóvel, Eduardo Felipe Silva, sobre a forma como ocorreria a retirada de objetos do local. "Você me respeita, senão eu quebro a sua cara". Momentos depois, Jarbas dá socos e chutes no morador. A agressão continua com a vítima já caída. Nesse momento, Libanori tenta impedir que a esposa de Silva, Rúbia Fernanda Conceição, continue gravando a cena. "Para, que vai piorar para a senhora", afirma.

O fato ocorreu no dia 6 de fevereiro. Em depoimento à sindicância, no dia 5 de março, os dois servidores sustentaram a mesma versão. Jarbas alegou que, após um "breve diálogo", o morador o "desacatou com ofensas" e ainda "desferiu um chute" contra ele. Nesse momento, para "conter a injusta agressão", o gestor da área de Segurança e Vigilância disse ter feito "o uso moderado de força para controlar o indivíduo". Libanori afirmou que Silva proferiu "palavras de baixo calão" e que acertou Jarbas "com um chute".

SINDICÂNCIA.

Rúbia e Silva foram convidados para prestar depoimento dia 9 de maio, mas não compareceram. Posteriormente, no dia 8 de junho, o defensor público Wagner Giron notificou a prefeitura de que o casal gostaria de prestar depoimento, acompanhado por ele. A sindicância, no entanto, havia sido encerrada no dia 28 de maio.

O relatório diz que o vídeo não pode ser usado como prova. Os motivos: a gravação teria "baixa qualidade de imagem" e, como "não houve uma perícia técnica para constatar qualquer tipo de edição", não seria possível ter certeza "da veracidade do mesmo".

O relatório ainda trata o casal como "supostos agredidos"..

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