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O presidente Jair Bolsonaro foi na manhã de hoje (18) à Agência de Inteligência dos Estados Unidos (CIA), para uma visita de cortesia. Ele foi recebido pela diretora da agência, Gina Haspel. Segundo o porta-voz da Presidência da República, Otávio do Rêgo Barros, o encontro sinalizou a disposição do governo brasileiro em estreitar laços com a CIA no combate aos crimes transnacionais. “Foi uma visita de cortesia para, a partir daí, estabelecer esse foco de cooperação na área do crime organizado, dos crimes transnacionais e, eventualmente, os acordos na área de inteligência”, disse o porta-voz. A visita não entrou an agenda oficial e a imprensa não foi avisada. Rêgo Barros afirmou que a visita foi decidida pelo presidente no avião, rumo a Washington, capital do país. Venezuela Rêgo Barros conversou com jornalistas após o pronunciamento de Bolsonaro na Câmara de Comércio dos EUA. Durante discurso, Bolsonaro falou em “libertar o povo da Venezuela” e em “resolver a questão da nossa Venezuela” com a ajuda dos Estados Unidos. O porta-voz afastou possibilidade de apoio a uma intervenção na Venezuela. “O Brasil entende que a situação da Venezuela deva ser resolvida com base na nossa diplomacia, que é tão antiga e referência no mundo inteiro. Não trabalhamos com intervenção, até porque afronta a nossa Carta Magna”, afirmou o porta-voz. A agenda de Bolsonaro nos Estados Unidos continua amanhã (19). Ele terá um encontro bilateral com o presidente Donald Trump. Bolsonaro também visitará o túmulo do soldado desconhecido, no Cemitério Nacional de Arlington, e se encontrará com líderes religiosos no final do dia.
O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou hoje (18), em conferência na Câmara de Comércio dos Estados Unidos, em Washington, nos Estados Unidos, que o Brasil está em busca de parcerias econômicas e que abrirá seu mercado para investimentos externos. O discurso foi realizado no evento "Brazil Day", organizado pelo conselho empresarial Brasil e Estados Unidos, e Guedes aproveitou a ocasião para convidar os empresários do país a investirem em projetos brasileiros. "Vocês podem ir lá ajudar a financiar nossas rodovias, ir atrás de concessões de petróleo e gás. Daqui a três, quatro meses, vamos vender o pré-sal. Todos vão estar lá: chineses, americanos, noruegueses", afirmou. O ministro faz parte da comitiva do presidente Jair Bolsonaro, que está em visita oficial aos EUA e amanhã terá um encontro bilateral o líder norte-americano Donald Trump. Citando a forte presença chinesa na economia nacional, atualmente o maior comprador de produtos brasileiros, Guedes disse que o país carece de infraestrutura e espera por ampliação de negócios com seus parceiros tradicionais. "Com problemas seríssimos em infraestrutura, os chinenes querendo entrar, temos minerais, terra arável, então, claro, eles querendo entrar e nós olhando para os nossos parceiros", acrescentou. Guedes fez um balanço da política econômica das últimas décadas e apontou o crescimento dos gastos públicos como uma herança problemática do país. "A expansão descontrolada de gastos públicos durante 40 anos produziu a sequência de crises na taxa de cambio, inflação altíssima e, mais recentemente, o que podemos chamar de bola de neve do endividamento", disse. Segundo ele, o Brasil "constrói uma Europa a cada ano", ao pagar dívida de mais de US$ 100 bilhões anuais, em referência ao Plano Marshall, que foi um projeto de investimento dos Estados Unidos para a reconstrução dos países aliados da Europa nos anos seguintes à Segunda Guerra Mundial. Reforma Guedes ressaltou que, em menos de 60 dias de gestão, o governo enviou o projeto de reforma da Previdência do país e enfatizou a necessidade da mudança. "Já estamos quebrando antes do envelhecimento da população, temos que fazer com sabedoria no sentido de quem ganha mais paga mais, reconhecendo que a Previdência tem um princípio de não deixar ninguém para trás, mas não pode ser uma fábrica de privilégios", argumentou. O ministro da Economia defendeu também a privatização de empresas estatais e ativos públicos, como forma de reduzir a dívida acumulada de R$ 4,3 trilhões. "Não só as empresas estatais não estão funcionando com eficiência, mas prejudicando o crescimento de investimento privados. os investimentos públicos em colapso, por causa de seu próprio peso no orçamento", apontou. Para Guedes, a eleição de Bolsonaro mostrou que a democracia brasileira é "estável" e "vibrante" e elogiou o perfil do presidente. "Nossa democracia nunca esteve sob perigo, o presidente tem 30 anos de experiência no Congresso Nacional e se recusa a jogar o jogo que contaminou nossa política. Em vez da política de varejo, comprando apoio político, usando estatais, agora não, presidente eleito faz uma aliança entre conservadores e liberais. É uma aliança com princípios e valores, não é sobre dinheiro", afirmou.
Funcionários e professores da Escola Estadual Raul Brasil, em Suzano, foram recebidos nesta segunda-feira por equipe multidisciplinar para apoio psicológico. Na terça-feira, as atividades serão destinadas aos alunos. O funcionamento da escola estava suspenso desde a última quarta-feira (13), quando dois ex-alunos, de 17 e 25 anos, entraram na escola encapuzados e armados, promovendo um ataque que resultou na morte de oito pessoas. Os atiradores se mataram após a ação. Cerca de 30 professores e dez funcionários foram até a escola voluntariamente na manhã desta segunda para participar das atividades de acolhimento, com objetivo de ajudar na superação dos traumas causados pelo atentado. Neste momento, as dinâmicas propostas vão desde atendimento psicológico individual e coletivo até rodas de conversa. "O objetivo é criar entre os profissionais uma rede de apoio e cuidado mútuo, e ajudar os envolvidos a lidar com a dor da perda", informou a Secretaria de Estado da Educação. O trabalho foi desenvolvido por equipes especializadas dos Caps (Centros de Atenção Psicossocial) da prefeitura de Suzano, da USP (Universidade de São Paulo), de outras instituições, além de profissionais das secretarias estaduais de Educação, Justiça e PGE. Nesta terça-feira, o atendimento prioritário será para os alunos da unidade de ensino. Nesta segunda-feira, alguns estudantes passaram na escola para buscar pertences pessoais deixados para trás no momento da tragédia. Alunos e profissionais de outras escolas estaduais, como da unidade Jandyra Vieira Cunha Barra, preparam cartazes com desenhos e cartas com mensagens de paz, amor, esperança, união, como forma de acolher os que voltarão a frequentar a escola. SUSTO. Uma troca de mensagens via Whatsapp, na qual quatro estudantes tramavam cometer atentados no Centro Educacional Gisno, escola pública no Plano Piloto, em Brasília, resultou no cancelamento das aulas matinais desta segunda, prejudicando a rotina dos estudantes que cursam o ensino médio no colégio. A Polícia Civil informou que o caso será submetido à apreciação judicial e os menores poderão responder por ameaça e incitação ao crime..  
A polícia da cidade de Utrecht, na Holanda, informou nesta segunda-feira que prendeu um homem suspeito de envolvimento no tiroteio em um bonde elétrico, que deixou três mortos e cinco feridos. O nome do suspeito preso não foi divulgado. De manhã, os policiais divulgaram o nome e imagens do turco Gökman Tanis, de 37 anos, apontado como principal autor dos disparos. O ataque ocorreu por volta das 10h45 (horário local). Policiais trabalham com a hipótese de motivação terrorista no tiroteio contra um bonde, na Praça 24 de Outubro. Segundo testemunhas, o homem sacou uma arma e começou a disparar de forma aleatória. Depois fugiu. O governo da Holanda elevou o alerta de terrorismo ao nível máximo na província de Utrecht porque o atirador está foragido. O prefeito de Utrecht, Van Zanen, lamentou a tragédia e disse que todos estão solidários com os parentes e amigos das vítimas. "Nós abraçamos e apoiamos os que choram." PERFIL. Tanis tem diversas passagens pela polícia, incluindo uma recente acusação de estupro. A agência estatal turca Anadolu, da Turquia, divulgou reportagem baseada em entrevista com parentes do atirador afirmando que ele disparou contra um parente por "motivos familiares" e depois atirou em outras pessoas que tentaram ajudar a vítima. Policiais fizeram buscas em diversos endereços e chegaram a deter uma outra pessoa, cuja relação com o ataque não foi confirmada ainda..
O governo federal publicou nesta segunda-feira, no Diário Oficial da União, um decreto dispensando o visto de entrada no Brasil para canadenses, australianos, japoneses e norte-americanos. A medida será anunciada oficialmente pelo presidente Jair Bolsonaro nesta terça, durante visita oficial aos Estados Unidos. O presidente, acompanhado de sua comitiva, chegou domingo à tarde em Washington. A dispensa de visto valerá para entrada no país para fins turísticos, de negócio, esportivos ou artísticos, sem intenção de estabelecer residência. As novas regras serão aplicadas para quem permanecer em território brasileiro por até 90 dias, prorrogáveis pelo mesmo período, desde que não ultrapassem 180 dias a cada 12 meses. A dispensa de visto, conforme disposto no decreto, passará a valer a partir de 17 de junho. Atualmente, os cidadãos desses quatro países utilizam um sistema eletrônico para a obtenção de vistos (E-visa) para entrar no Brasil. Por meio deste programa, os turistas desses países podem fazer a solicitação pela internet. O tempo de análise e entrega do documento dura três dias. No procedimento normal, o prazo chegava a 40 dias. De acordo com o Ministério do Turismo, a adoção do visto eletrônico já aumentou em 35,2% a emissão de vistos. A expectativa é que, se todos os pedidos de visto feitos em 2018 forem convertidos em viagens, serão 217,8 mil turistas a mais no Brasil. A intenção do governo brasileiro é chegar a 12 milhões de turistas por ano até 2022. Caso consiga, praticamente terá dobrado o número de visitantes em comparação com o número atual, de 6,6 milhões. A medida é unilateral. Dessa forma, os brasileiros que desejarem visitar esses países precisam solicitar visto de entrada, conforme as regras vigentes em cada país..  
Depois de participar de almoço na sede do governo paulista, o presidente da República em exercício, general Hamilton Mourão, disse nesta segunda-feira que a expectativa do governo é de que a reforma da Previdência seja aprovada entre o final deste semestre e o início do próximo. "Contamos com o apoio de São Paulo e de sua bancada na busca de aprovação dessa reforma, se Deus quiser, e tudo correr bem, até o final deste semestre e início do próximo semestre", disse Mourão. "Com isso, nosso país estará em uma situação muito mais positiva", ressaltou. Mourão defendeu que mudanças nas regras previdenciárias são responsabilidade desta geração que deve buscar convergências para aprovação do projeto. "A reforma da Previdência, nós já temos muito clara como ponto de partida para a reformulação pretendida para o nosso país. Se não fizermos nada, as gerações que aqui estão representadas irão olhar para a gente e dizer: 'onde é que vocês estavam que não fizeram nada?'. É nossa responsabilidade levar isso à frente, buscar a convergência de ideias e, a partir delas, iniciar um ciclo virtuoso de atração de investimentos e das outras reformas que serão necessárias para atingir o equilíbrio fiscal e entrarmos em um crescimento sustentável", disse Mourão. Anfitrião do encontro, o governador de São Paulo, João Doria, afirmou apoio incondicional à reforma. "Debatemos basicamente dois temas. O primeiro deles e mais importante: a reforma da Previdência. Reafirmamos ao general Mourão, presidente da República em exercício, nosso apoio incondicional à reforma da Previdência no âmbito do Congresso Nacional e com a bancada de São Paulo", destacou Doria. Segundo o governador, a reforma "é balizadora, transformadora e pode modificar o destino do Brasil para melhor, gerando emprego, renda e investimentos, permitindo solução fiscal para o país". Ainda nesta segunda, o O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), também defendeu a aprovação da reforma da Previdência neste semestre. "O orçamento de um país que tem 4% de capacidade de investimento é de que não vai diminuir as desigualdades", disse..  
Funcionários e professores da Escola Estadual Raul Brasil, em Suzano, foram recebidos nesta segunda-feira (18) por equipe multidisciplinar para apoio psicológico. Na terça-feira (19), as atividades serão destinadas aos alunos. O funcionamento da escola estava suspenso desde a última quarta-feira (13), quando dois ex-alunos, de 17 e 25 anos, entraram na escola encapuzados e armados, promovendo um ataque que resultou na morte de oito pessoas. Os atiradores se mataram após a ação. Cerca de 30 professores e dez funcionários de diversas áreas foram até a escola voluntariamente na manhã desta segunda para participar das atividades de acolhimento, com objetivo de ajudar na superação dos traumas causados pelo atentado. Neste momento, as dinâmicas propostas vão desde atendimento psicológico individual e coletivo até rodas de conversa. “O objetivo é criar entre os profissionais uma rede de apoio e cuidado mútuo, e ajudar os envolvidos a lidar com a dor da perda”, informou a Secretaria de Estado da Educação. O trabalho foi desenvolvido por equipes especializadas dos Centros de Atenção Psicossocial (Caps) da prefeitura de Suzano, da Universidade de São Paulo (USP), de outras instituições, além de profissionais das secretarias estaduais de Educação, Justiça e PGE. Estudantes Nesta terça-feira (19), o atendimento prioritário será para os alunos da unidade de ensino. Nesta segunda-feira, alguns estudantes passaram na escola para buscar pertences pessoais deixados para trás no momento da tragédia. Alunos e profissionais de outras escolas estaduais, como da unidade Jandyra Vieira Cunha Barra, preparam cartazes com desenhos e cartas com mensagens de paz, amor, esperança, união, como forma de acolher os que voltarão a frequentar a Escola Raul Brasil.
O número de moradores em Minas Gerais retirados de suas casas pela mineradora Vale, desde que ocorreu a tragédia de Brumadinho (MG), está próximo dos quatro dígitos. Segundo dados fornecidos pela mineradora, são 973 atingidos de cinco cidades diferentes. Esse total não leva em conta aqueles que precisaram deixar suas residências, mas já retornaram com autorização da Defesa Civil do estado. O último episódio, ocorrido neste sábado (16), se deu em uma comunidade rural de Rio Preto (MG). Conforme decisões judiciais recentes do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), pode ser que moradores em Itabira e Ouro Preto também precisem sair de onde moram. As evacuações se tornaram frequentes após o rompimento da barragem da Mina do Feijão, ocorrido em 25 de janeiro, deixando 206 mortos e 102 desaparecidos, segundo os registros mais recentes. De acordo com a Vale, 261 pessoas que sobreviveram estão fora de suas casas. Desde então, o receio de novas tragédias fez com que mineradoras passassem a reavaliar suas estruturas em todo o país e a aumentar o fator de segurança de algumas delas, de um para dois. Essa alteração torna obrigatório o acionamento da sirene para evacuação imediata de quem vive na zona de autossalvamento, isto é, em toda a área abaixo da barragem que seria alagada em menos de 30 minutos ou que está situada a uma distância de menos de 10 quilômetros (km). Rio Preto Foi o que ocorreu em Rio Preto, com a Pequena Central Hidrelétrica Mello, operada pela Vale. O problema teria ocorrido devido à elevação do nível de água, em decorrência de chuvas na região. Segundo nota divulgada pela mineradora, ao aumentar o fator de segurança, 29 pessoas precisaram ser retiradas de suas residências. "A Vale está monitorando a situação e reforça que o nível de água do reservatório não extrapolou o limite de estabilidade da barragem e o acionamento do plano de emergência foi preventivo. A barragem encontra-se estável", registra a nota. Rio Preto está localizado na região da Zona da Mata, próximo à divisa com o estado do Rio de Janeiro, a 385 quilômetros de Belo Horizonte. A mineradora informou que está prestando assistência aos moradores afetados e disponibilizou hospedagem, alimentação e transporte. De acordo com nota divulgada nesta segunda-feira (18) pela Defesa Civil de Minas Gerais, foi estruturado um Posto de Comando, com a participação da Defesa Civil do município, da Polícia Militar e de representantes da Vale. Os órgãos estão compartilhando informações e estabelecendo um plano de ação diante da situação. Evacuações Além de Rio Preto e Brumadinho, já foram evacuadas pela Vale comunidades nas cidades mineiras de Barão de Cocais, Nova Lima e Ouro Preto. Moradores também já foram retirados de suas casas em Itatiaiuçu (MG), devido aos riscos envolvendo uma estrutura da Arcellor Mittal, e em Rio Acima (MG), após problema constatado pela empresa Minérios Nacional. As evacuações não estão restritas à Minas Gerais. No sábado (16), cerca de 520 famílias foram retiradas de áreas próximas ao Rio Jaburu, em Ubajara, no Ceará. A medida foi necessária após a Agência Nacional de Águas (ANA) embargar provisoriamente a barragem Granjeiro, de propriedade da empresa Agroserra Companhia Agroindustrial Serra da Ibiapaba. De acordo com o órgão, medidas de contenção da erosão na estrutura já foram concluídas e está em andamento a escavação de um canal que permitirá o controle do volume de água no reservatório. Nova evacuações A possibilidade de novas evacuações foi reforçada por duas decisões do TJMG publicadas na semana passada, que deu 10 dias para a Vale comprovar a segurança de barragens situadas em Itabira (MG). Caso as garantias não sejam apresentadas no prazo concedido, a mineradora deverá retirar de suas casas moradores de comunidades do município e também da cidade vizinha, Santa Maria de Itabira (MG). As decisões, assinadas pela juíza Dayane Rey da Silva, atendem pedidos formulados pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) em ações civis públicas que questionam a segurança das barragens Pontal e Santana, ambas de responsabilidade da Vale. Em outro processo, a mesma magistrada determinou, na sexta-feira (15), que a mineradora interrompa a disposição de rejeitos nas barragens Dique Minervino e Dique Cordão Nova Vista, também em Itabira. O TJMG determinou ainda, na quinta-feira (14), a paralisação das atividades da Mina de Timbopeba, em Ouro Preto. A decisão é da juíza Ana Paula Lobo de Freitas e atende pedido do MPMG. Na mina, que pertence à Vale, fica a barragem do Doutor, estrutura que demanda intervenções urgentes de segurança, conforme documento datado de 13 de março, assinado pela consultoria Tüv Süd, a mesma que havia concedido a declaração de estabilidade da barragem que se rompeu em Brumadinho. A juíza deu prazo de três dias para que as defesas civis do estado e do município prestem informações sobre a necessidade de evacuação da população do distrito de Antônio Pereira. Em nota, a Vale informa que a Barragem do Doutor possui declaração de estabilidade com validade e que uma inspeção da Agência Nacional de Mineração (ANM), realizada em 14 de março, constatou que a estrutura não possui nenhuma anomalia relevante ou situação que comprometa a sua segurança. Bloqueio Diante das evacuações, o MPMG e a Defensoria Pública de Minas Gerais vêm solicitando à Justiça bloqueio de recursos da Vale para assegurar as indenizações e as medidas de assistência às populações afetadas. No início do mês, foi acatado pedido para bloquear R$ 50 milhões com o intuito de garantir o ressarcimento dos prejuízos causados aos moradores que foram retirados de suas casas em Barão de Cocais. Nesta segunda-feira (18), a Vale anunciou ter tomado ciência de que está impedida de movimentar mais R$ 1 bilhão, conforme liminar que busca permitir a reparação dos danos sofridos pela população afetada na evacuação em Macacos, distrito de Nova Lima. Outras decisões do TJMG já haviam levado ao bloqueio de R$ 11 bilhões da mineradora, com o intuito de garantir recursos para a reparação dos danos causados na tragédia de Brumadinho. Por sua vez, o Tribunal Regional do Trabalho de Minas Gerais (TRT-MG) bloqueou mais R$ 1,6 bilhão, visando assegurar o pagamento das indenizações trabalhistas relacionadas com o rompimento da barragem. Grande parte das vítimas afetadas em Brumadinho são empregados da Vale e de empresas terceirizadas que prestam serviço à mineradora.
O governo federal publicou nesta segunda-feira (18), no Diário Oficial da União, um decreto dispensando o visto de entrada no Brasil para canadenses, australianos, japoneses e norte-americanos. A medida será anunciada oficialmente pelo presidente Jair Bolsonaro nesta terça-feira (19), durante visita oficial aos Estados Unidos. O presidente, acompanhado de sua comitiva, chegou no domingo (17) à tarde em Washington. A dispensa de visto valerá para entrada no país para fins turísticos, de negócio, esportivos ou artísticos, sem intenção de estabelecer residência. As novas regras serão aplicadas para quem permanecer em território brasileiro por até 90 dias, prorrogáveis pelo mesmo período, desde que não ultrapassem 180 dias a cada 12 meses. A dispensa de visto, conforme disposto no decreto, passará a valer a partir de 17 de junho. Atualmente, os cidadãos desses quatro países utilizam um sistema eletrônico para a obtenção de vistos (E-visa) para entrar no Brasil. Por meio deste programa, os turistas desses países podem fazer a solicitação pela internet. O tempo de análise e entrega do documento dura três dias. No procedimento normal, o prazo chegava a 40 dias. De acordo com o Ministério do Turismo, a adoção do visto eletrônico já aumentou em 35,2% a emissão de vistos. A expectativa é que, se todos os pedidos de visto feitos em 2018 forem convertidos em viagens, serão 217,8 mil turistas a mais no Brasil. A intenção do governo brasileiro é chegar a 12 milhões de turistas por ano até 2022. Caso consiga, praticamente terá dobrado o número de visitantes em comparação com o número atual, de 6,6 milhões. A medida é unilateral. Dessa forma, os brasileiros que desejarem visitar esses países precisam solicitar visto de entrada, conforme as regras vigentes em cada país.