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Itens da cesta básica de material escolar podem variar até 46% nos preços neste ano em São José dos Campos e Taubaté, na comparação com o ano passado. É o que mostra pesquisa do Nupes (Núcleo de Pesquisas Econômico-Sociais), da Unitau (Universidade de Taubaté), divulgada nesta segunda. Entre 10 e 15 de janeiro, os pesquisadores levantaram o preço médio de 12 itens de material escolar em 10 lojas, cinco em cada cidade. Os valores foram comparados com pesquisa feita no ano passado, no mesmo período. No geral, os 12 itens juntos ficaram mais baratos neste ano, passando de R$ 214,92 para R$ 205,63 (-4,32%). Do total, cinco produtos apresentaram queda e sete tiveram aumento de um ano para o outro. Entre as razões da queda, segundo o Nupes, estão importação de produtos chineses e queda da renda familiar. O recorde de alta foi da borracha, que saltou de R$ 1,50 para R$ 2,19, alta de 46,18%. A cola (40 gramas) vem em seguida, passando de R$ 2,17 para R$ 2,91, alta de 34,14%. A tesoura (13 centímetros) registrou aumento de 26,62%, subindo de R$ 5,59 para R$ 7,08 nas cidades. O caderno de capa dura (96 folhas) foi o que mais caiu: R$ 15,33 para R$ 10,13 (-33,91%). A caneta hidrocor (com 12) reduziu 19,19% (R$ 16,46 para R$ 13,30) e já o lápis de cor (com 12 unidades) caiu 7% (R$ 13,92 para R$ 12,93). Nupes afirma que pesquisa de preço pode render uma economia de até R$ 155,67 Pesquisando o preço máximo e mínimo de cada produto neste ano, o Nupes encontrou diferença de até 319% no preço, como no caso da borracha, encontrada por R$ 0,94 e por R$ 3,94. Com isso, recomenda-se pesquisa de preços antes da compra. "A pesquisa de preços pode produzir uma economia ao consumidor de R$ 155,67", diz o Nupes.
Sob ameaça de deixar o Brasil, a montadora americana General Motors terá uma reunião nesta terça-feira, em seu complexo industrial de São José dos Campos, para estudar medidas que tragam viabilidade às unidades de produção no país. O encontro será comandado pelo presidente da GM Mercosul, Carlos Zarlenga, e contará com sindicalistas das duas maiores e mais antigas fábricas da empresa no país --São José e São Caetano do Sul-- e com os prefeitos das duas cidades, respectivamente Felicio Ramuth e José Auricchio Jr., ambos do PSDB. A reunião ocorrerá quatro dias após a divulgação, na última sexta-feira, de um comunicado da GM dirigido aos funcionários e assinado por Zarlenga. Nele, a montadora alega que a situação na região latina é "crítica" e que estuda a possibilidade de sair do Brasil e da América do Sul. O executivo citou declaração da presidente mundial da GM, Mary Barra, que deu sinais de que está considerando sair da América do Sul. "Não vamos continuar investindo para perder dinheiro". Procurada, a GM disse que não iria comentar o assunto. MOBILIZAÇÃO. No encontro de São José, os sindicalistas vão cobrar transparência da montadora. "O histórico da GM é de fazer pressão para obter vantagens. Isso acontece com as montadoras há anos", afirmou Renato Almeida, vice-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São José e trabalhador da GM há 12 anos. Ele destacou que a presença de outros sindicalistas e dos prefeitos aumenta a responsabilidade por uma mobilização nacional. "Estamos buscando mais apoio. Não é qualquer coisa essa posição da GM. Seria um caos social para o país e outros países do continente. O governo federal tem que tomar uma posição". Em vídeo divulgado nas redes sociais, Felicio Ramuth (PSDB) afirmou que irá atuar para evitar o fechamento da fábrica em São José. "Desde o final 2018 tenho acompanhado a movimentação da GM mundial, inclusive com fechamento de algumas fábricas ao redor do mundo, e essa posição delicada. Não mediremos esforços para apoiar a GM, que possa trazer investimentos para São José. Com diálogo e boas negociações conseguiremos reverter quadro atual"..
Fruto do acordo em andamento entre Embraer e Boeing, a JV Aviação Comercial deverá ter sua sede na cidade de São José dos Campos. OVALE apurou que a nova empresa deve empregar cerca de 9.000 funcionários em todo o Brasil e que a assinatura do contrato entre as duas companhias deverá acontecer nos próximos dias. Em uma apresentação feita na quarta-feira em Nova Iorque (EUA), a Embraer divulgou detalhes da negociação e mostrou como ficará a divisão de suas unidades após a conclusão da parceria, prevista para o fim deste ano. A planta de São José, ao lado do aeroporto, será a unidade principal da JV, uma vez que ela já é focada em aviação comercial, área que ficará a cargo da joint venture. A Eleb (Embraer Liebherr Equipamentos do Brasil), também sediada em São José e responsável por peças para aviões de médio e grande porte, também será incorporada pela nova empresa. Enquanto isso, a unidade do distrito de Eugênio de Melo vai continuar fazendo parte da Embraer, exclusivamente, assim como as plantas de Gavião Peixoto e Botucatu. ACORDO. A tendência é que a Boeing crie seu centro de excelência em São José, por meio da parceria. A nova empresa vai ter foco em aviação comercial, enquanto a Embraer ficará concentrada nas áreas de Defesa, Executiva e Novos Negócios. A gigante norte-americana vai desembolsar US$ 4,2 bilhões para a Embraer pelo controle de 80% da joint venture, e a empresa joseense poderá vender seus 20%. O negócio bilionário dependia do aval do governo brasileiro, o que já aconteceu duas semanas atrás, por meio do presidente Jair Bolsonaro (PSL). Após aval de Bolsonaro, negócio vai passar pelos acionistas Com o aval do presidente Jair Bolsonaro (PSL), o próximo passo é a formalização do acordo, o que deve ocorrer em breve. Depois disso, o negócio passa para aprovação dos acionistas, e a Embraer espera pagar US$ 1,6 bilhão a eles em dividendos. Nesta quarta, a empresa joseense afirmou que estima que sua receita líquida este ano fique entre US$ 5,3 bilhões e US$ 5,7 bilhões e, no ano que vem, provável primeiro período após o acordo, fique entre US$ 2,5 bilhões e US$ 2,8 bilhões sem contar os 20% da nova empresa firmada com a Boeing.
Com uma redução no número de entregas de aeronaves, a Embraer anunciou nesta quarta-feira que reduziu a sua previsão de desempenho em 2018. A estimativa das receitas consolidadas passou para US$ 5,1 bilhões, enquanto o previsto anteriormente ficava entre cerca de US$ 5,4 bilhões e US$ 5,9 bilhões. Em comunicado, empresa com sede em São José anunciou também que a estimativa de receita líquida para este ano fica entre US$ 5,3 bilhões e US$ 5,7 bilhões. Segundo a Embraer, dos 105 a 125 jatos executivos previstos em março do ano passado para 2018, apenas 91 aeronaves foram entregues. De acordo com a empresa, apesar da condições de mercado do setor de jatos executivos apresentarem gradual recuperação, elas ainda continuam "mais lentas do que o esperado". Apesar disso, a expectativa para entrega de aviões comerciais foi mantida para a faixa entre 85 a 95 aeronaves. FUTURO. O comunicado oficial também apresenta projeções preliminares para este ano e 2020, que deve marcar o primeiro da potencial parceria com a Boeing. Para 2019, a Embraer prevê entregar de 85 a 95 aeronaves comerciais, de 90 a 110 jatos executivos, 2 modelos do KC-390 e 10 do Super Tucano. A estimativa de receita líquida este ano fica entre US$ 5,3 bilhões e US$ 5,7 bilhões, com margem operacional estável. "É importante destacar que as projeções de 2019 incluem potenciais custos e despesas associadas com a criação de uma nova empresa em parceria estratégica entre a Companhia e a Boeing na Aviação Comercial", diz a empresa. Com a perspectiva do acordo com os norte-americanos, a Embraer afirmou que espera atingir sozinha uma receita líquida entre US$ 2,5 bilhões e US$ 2,8 bilhões no ano que vem. Estes valores excluem os resultados vindo da participação dos 20% na joint venture firmada com a Boeing. Após acordo com a Boeing, empresa quer pagar US$ 1,6 bilhão para seus acionistas A Embraer anunciou que pretende pagar o valor de aproximadamente US$ 1,6 bilhão a seus acionistas após concluir o acordo com a Boeing. A previsão é que com a conclusão da parceria, prevista para o final dete ano, a empresa consiga "antecipar uma estrutura de capital", que após o pagamento aos acionistas ainda terá US$ 1 bilhão de fluxo de caixa. Sobre os acionistas, a Embraer aponta que a distribuição do valor está condicionada "à confirmação de determinados requisitos, inclusive o resultado do exercício social". No início deste ano, o acordo ganhou o aval do presidente Jair Bolsonaro (PSL), e agora passará pelos conselheiros da empresa joseense. A expectativa é que a parceria seja firmada oficialmente ao fim do ano.
A Suzano, empresa resultante da fusão entre a Suzano Papel e Celulose e a Fibria, iniciou nesta segunda-feira suas operações. O acordo, anunciado em março de 2018, foi submetido à aprovação de todos os órgãos reguladores nacionais e internacionais. De acordo com a nova empresa, a fusão faz com que o grupo nasça líder global na produção de celulose de eucalipto, além de ser uma das maiores fabricantes de papéis da América Latina. "Concluímos com êxito a realização de um sonho. A jornada que começa agora é movida pelo desejo de sermos protagonistas na evolução da sociedade e referência no uso sustentável de recursos renováveis e, a partir disso, contribuir para a construção de um mundo melhor, agora e no futuro", afirma Walter Schalka, Presidente da Suzano. NÚMEROS. A empresa já nasce com capacidade de produção de 11 milhões de toneladas de celulose de mercado e de 1,4 milhão de toneladas de papel por ano. A competitividade da Suzano pode ser medida por sua presença global, com vendas para mais de 80 países, e pela dimensão das operações, com 11 fábricas distribuídas pelo País e cerca de 37 mil colaboradores diretos e indiretos. "Uniremos a tecnologia ao espírito empreendedor para irmos além. É assim que faremos a diferença para a sociedade ao impactar positivamente desde as comunidades nas quais estamos presentes até bilhões de pessoas que usam diariamente produtos fabricados com nossa celulose em todo o mundo", diz Schalka..
Agora com o aval do governo Jair Bolsonaro (PSL), Embraer e Boeing esperam concluir até o fim deste ano a parceria para a criação da nova companhia. A joint venture, que teria 80% da gigante norte-americana e 20% da empresa com sede em São José dos Campos, foi aprovada pela presidência nesta quinta-feira. Nesta sexta, o Conselho de Administração da Embraer ratificou a aprovação prévia dos termos da negociação. Chamado pelas duas companhias de 'parceria estratégica', o acordo agora será submetido à aprovação dos acionistas, autoridades regulatórias e outros detalhes burocráticos. "Caso as aprovações ocorram no tempo previsto, a expectativa é que a negociação seja concluída até o final de 2019", afirmaram as duas empresas em comunicado conjunto. PRESERVAÇÃO. Nesta sexta, o ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Marcos Pontes, disse que o acordo de fusão entre as empresas Embraer, nacional, e Boeing, dos Estados Unidos, "preserva tudo o que nos interessa em termos de país". Após a cerimônia de troca do Comando do Exército, nesta sexta-feira em Brasília, Pontes explicou que as condições têm sido estudadas pela equipe da Força Aérea Brasileira. "Acredito que vai ser uma ótima oportunidade para o país, preservando tudo que precisamos preservar, os funcionários, a nossa tecnologia, as empresas daqui e melhorando as possibilidades e oportunidades para a Embraer", disse. Na quinta, o acordo foi apresentado ao presidente Jair Bolsonaro, que afirmou que o governo federal não vai se opor à fusão, pois não fere a soberania nacional. O acordo em andamento prevê que caberia à Boeing a atividade comercial, não absorvendo as atividades relacionadas a aeronaves para segurança nacional e jatos executivos, que continuariam somente com a Embraer. A empresa de São José poderá vender sua parte aos norte-americanos. Conselho administrativo ratifica a aprovação O Conselho de Administração da Embraer ratificou nesta sexta-feira a aprovação prévia dos termos da parceria estratégica com a Boeing. Na quinta-feira, o governo brasileiro autorizou a negociação, que irá possibilitar ambas as empresas a acelerar o crescimento em mercados aeroespaciais globais. A parceria será submetida, então, à aprovação dos acionistas, das autoridades regulatórias, bem como a outras condições pertinentes à conclusão de uma transação deste tipo. Caso as aprovações ocorram no tempo previsto, a expectativa é que a negociação seja concluída até o final de 2019. PROTESTO. Dirigentes dos sindicatos dos metalúrgicos de São José, Araraquara e Botucatu vão a Brasília na segunda para procurar o Governo Federal e insistir para que a negociação seja vetada. Os sindicatos irão aos ministérios da Defesa e da Casa Civil. "Em cinco anos termina o período de maturação das vendas do jato E2. Caso a Boeing decida tirar a aeronave do mercado e não trouxer novos projetos para o Brasil, a Embraer inevitavelmente será fechada", afirma o diretor do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos Herbert Claros.