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Menos de um mês após a aprovação dos acionistas da transação com a Boeing, a Embraer anunciou nesta segunda-feira que o atual presidente e CEO da empresa, Paulo Cesar de Souza e Silva, irá se afastar do cargo em 22 de abril, data do término do seu atual mandato. Há 22 anos na Embraer, Silva veio do mercado financeiro para estruturar a área de financiamento de vendas da companhia. Foi presidente e CEO da Aviação Comercial por seis anos e, em 2013, lançou o Programa E2 de jatos comerciais de médio porte. Segundo a Embraer, o executivo foi convidado para ser conselheiro dos membros do conselho da companhia, para facilitar a integração do próximo presidente e CEO e assessorar o grupo no acompanhamento da segregação de ativos e recursos da Embraer, parte do processo de conclusão da parceria com a Boeing. O acordo com a fabricante norte-americana foi aprovado por 96,8% dos acionistas da Embraer. Chamada de "parceria estratégica", a transação deverá ser concluída após obtidas aprovações, no Brasil e no exterior, de agências reguladoras. "Paulo Cesar é idealizador da parceria com a Boeing e liderou o processo de negociação da transação que levará a Embraer e o Brasil para um patamar muito mais competitivo e de destaque na indústria aeronáutica global" disse Alexandre Silva, presidente do Conselho de Administração da Embraer. Segundo a empresa, três iniciativas marcam a gestão de Silva: negócio com a Boeing, o programa 'Passion for Excellence' --projeto de transformações estruturais centrado na redução de custos e no aumento da eficiência operacional-- e a EmbraerX, espécie de startup da fabricante responsável em inovação disruptiva..
O setor industrial da RMVale recuou 11,32% na importação das 10 principais matérias-primas utilizadas na região no primeiro bimestre. Os dados são do Ministério da Economia. A retração é maior, percentualmente, do que o recuo nas importações em geral da região, com índice de -8,96% em janeiro e fevereiro deste ano na comparação com igual período do ano passado: US$ 895,7 milhões contra US$ 983,9 milhões. Apenas a cesta dos 10 produtos mais importados, responsáveis por 84% das compras no exterior, a diferença foi maior no mesmo período: US$ 751,1 milhões contra US$ 847 milhões. Os números preocupam especialistas, que temem por queda na produção nos próximos meses. "A balança comercial tem que ter um equilíbrio entre exportação e importação. Os dois indicadores são importantes para a região", disse Cesar Augusto Teixeira, diretor da regional de São José do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo). PRODUTOS. Entre as 10 matérias-primas mais compradas no exterior pelas indústrias da RMVale, no primeiro bimestre deste ano, oito reduziram a importação e dois cresceram ante os dois primeiros meses de 2018. Quem mais retraiu foi ferro e aço, com -77%: US$ 10,5 milhões contra US$ 45,7 milhões. O resultado afeta diretamente as empresas metalúrgicas, maior base de trabalhadores da região. Veículos, partes e acessórios foi o segundo item que mais caiu, com -38,47%: US$ 43,1 milhões ante US$ 70,1 milhões. Alumínio recuou -21%, passando de US$ 44,4 milhões para US$ 35 milhões. O setor de reatores e caldeiras diminuiu 14,57%, com US$ 67,2 milhões ante US$ 78,6 milhões. Campeões de importação, combustíveis e máquinas elétricas têm queda em 2019 Os dois produtos mais importados pelas indústrias do Vale do Paraíba no primeiro bimestre deste ano também anotaram queda no montante comprado no exterior. Combustíveis e derivados registraram queda de -3,41%, com US$ 244,5 milhões contra US$ 253,1 milhões em janeiro e fevereiro de 2018. Máquinas e aparelhos elétricos recuaram -9,74%, importando US$ 119,5 milhões neste ano ante US$ 132,4 milhões, nos dois primeiros meses do ano passado. "Em algumas áreas, em alguns setores, há uma reanimada vinda do ano passado, como petróleo, automotivo, produto químico. Quando importa mais significa que a produção está crescendo. Mas o contrário também pode ocorrer, e daí preocupa", avaliou Cesar Augusto Teixeira, diretor do Ciesp.
O governo federal pode recorrer à ação especial que tem da Embraer, a golden share, para vetar o negócio mesmo com a aprovação da assembleia de acionistas da empresa. Em entrevista à revista Exame, o vice-presidente Hamilton Mourão confirmou que o veto não é uma possibilidade descartada. "Essa questão tem de ficar bem esclarecida. O governo pode utilizar a golden share para parar o negócio e fazer uma melhor avaliação", disse Mourão. O negócio, de US$ 4,2 bilhões, tornará a Boeing controladora majoritária, com 80%, da aviação comercial da Embraer, que ficará com 20%. As duas empresas também formarão uma joint venture para o cargueiro KC-390 da Embraer, que terá 51% de capital na nova companhia. Segundo Mourão, que tem se reunido com acionistas minoritários contrários ao negócio para discutir a fusão, o assunto tem sido discutido com o presidente Bolsonaro. O governo ainda teria desconfiança sobre pontos do negócio, como a possibilidade de abertura de uma linha de produção do KC-390 nos Estados Unidos, o que poderia colocar em risco a atual linha de montagem em Gavião Peixoto. Também o acidente com o avião Boeing 737 MAX 8 da companhia aérea Ethiopian Airlines, que matou 157 pessoas em 11 de março e provocou a suspensão de voos do modelo em todo mundo, tem sido usado como argumento para levantar dúvidas sobre o negócio. Após o acidente, acionistas minoritários da Embraer aumentaram a pressão para que o governo vete o acordo. Para a Embraer, o acidente não afeta o negócio com a Boeing, chamado por ambas de "parceria estratégica". "Não tem conexão nenhuma e não afeta em nada a parceria estratégica da Boeing. Quanto ao acidente, tem que aguardar a investigação e, a partir daí, ver o impacto para a indústria", disse Nelson Salgado, vice-presidente executivo Financeiro e de Relações com Investidores da Embraer..
A Embraer registrou prejuízo de R$ 78,1 milhões no quarto trimestre de 2018, considerado um dos melhores períodos do ano para a empresa. É a primeira vez que isso ocorre desde 2011. O resultado reverteu lucro de R$ 132 milhões apurado no mesmo período de 2017. No ano marcado pelo acordo com a Boeing, que comprará o controle da aviação comercial da fabricante brasileira, a Embraer registrou prejuízo em todos os quatro trimestres do ano e reverteu lucro do ano anterior. Nos três primeiros meses de 2018, foram R$ 40,1 milhões de retração contra R$ 168,5 milhões de ganhos em 2017.No segundo, perdas de R$ 467 milhões ante lucro de R$ 200,9 milhões. No terceiro, queda foi de R$ 83,8 milhões contra lucro de R$ 331,9 milhões. Com isso, a companhia fechou 2018 com prejuízo líquido de R$ 669 milhões, o primeiro em mais de 10 anos. O resultado foi bem diferente em 2017, quando a Embraer registrou lucro de R$ 850,7 milhões. Além de piora no mercado, Nelson Salgado, vice-presidente executivo Financeiro e de Relações com Investidores da Embraer, disse que dois fatores contribuíram para o resultado abaixo do esperado. O prejuízo de US$ 127 milhões causado pelo incidente com o protótipo do KC-390, que saiu da pista e provocou replanejamento da campanha de testes, e a perda de US$ 61,3 milhões associada ao jato executivo Lineage 1000, que passou por revisão nas expectativas de venda. Já a receita líquida atingiu R$ 6,37 bilhões durante o quarto trimestre e R$ 18,7 bilhões no ano, "ficando em linha com a estimativa revisada da companhia divulgada em 16 de janeiro de 2019", como informou a Embraer. AERONAVES. Nos últimos três meses de 2018, a Embraer entregou 33 aeronaves comerciais e 36 executivas, sendo 24 jatos leves e 12 grandes. Com isso, acumulou 181 aviões entregues no ano passado, queda de 13,81% ante as 210 aeronaves entregues em 2017 --101 para aviação comercial e 109, na executiva. Depois de recuar no segundo e terceiro trimestres de 2018, a carteira de pedidos firmes aumentou para US$ 16,3 bilhões nos três últimos meses do ano. "O resultado [negativo] não é nada que seja muito preocupante, porque está associado ao volume de receitas. Os resultados vão voltar em 2019 com o crescimento de entregas dos jatos E2 e do KC-390, e na aviação executiva com as vendas dos [novos] jatos Praetor. Isso tudo nos coloca em rota de recuperação", afirmou Salgado..  
A Volkswagen anunciou planos de reduzir em até 7.000 postos de trabalho no mundo por causa dos veículos elétricos, segmento que a empresa pretende investir 44 bilhões de euros (R$ 190 bilhões) ao longo de cinco anos. O anúncio foi feito na Alemanha e ocorre um dia depois de Dieter Heiss, presidente do grupo alemão, afirmar que o direcionamento da indústria automobilística para o veículo elétrico vai significar cortes de empregos porque terá uma carga de trabalho menor, entre 20% e 30 % por veículo. No Brasil, a Volks informou que não há nenhum posicionamento sobre o assunto. Em entrevista em 2018 na fábrica da montadora em Taubaté, Pablo Di Si, presidente da Volkswagen Brasil e América do Sul, disse que a produção de veículos elétricos na unidade depende da estrutura no país. "Temos visão muito ampla e teremos portfólio com carros de sobra, mas é questão de ter um sistema no país que funcione para atender os carros elétricos. Lançaremos com muita responsabilidade na nossa rede para começar bem devagar e com passos certos", afirmou Di Si na ocasião. A Volks informou ainda que os cortes no mundo podem ser feitos com a não substituição de trabalhadores que se aposentam. A previsão da montadora é que cerca de 11 mil funcionários possam aderir a planos de aposentadoria antecipada. Ainda segundo a matriz, os acordos com os sindicatos impedem demissões até pelo menos 2025. Em paralelo aos cortes, a Volks quer criar 2.000 postos de nível técnico no mundo para o "desenvolvimento de arquitetura eletrônica e software, em linha com a transição para o veículo eletrônico". A meta é atingir um plano de eficiência para minimizar o impacto dos pesados investimentos para lançar novos modelos elétricos..  
Um grupo de alunos do ensino técnico da Etep de São José dos Campos está na Flórida, nos Estados Unidos, para participar do First (For Inspiration and Recognition of Science and Technology), considerada a maior competição de robótica do mundo. O evento, que começou nesta segunda-feira, acontece na Universidade Central da Flórida, até o próximo dia 18 de março, reunindo 64 delegações de diversos países, com o desafio de construir um robô computadorizado capaz de realizar um determinado trajeto solicitado pelos organizadores. O Etep Team é uma das poucas equipes brasileiras que participam do evento na América do Norte. O time da região é composto por alunos do 2° e 3° ano do Ensino Médio Técnico, escolhidos por meio de uma seleção interna. A cada ano, cerca de 15 novos alunos juntam-se aos membros mais antigos. Aqueles que já se formaram, atuam como mentores, auxiliando os estudantes no desenho e construção do robô e na definição da estratégia. PREPARATIVOS. Os trabalhos para a competição deste ano tiveram início em outubro do ano passado com a elaboração do projeto, criação e montagem do protótipo do robô computadorizado. Participando de diversas edições do torneio, a Etepjá conquistou mais de 17 prêmios, inclusive o mais cobiçado, o Charman's Award (2007 e 2012), enfrentando equipes como NASA (Agência Espacial Norte-Americana), GM e também a J&J americana. CAMPEONATO O First foi criado em 1989 pelo americano Dean Kamen. A competição busca promover valores como autoconfiança, trabalho em equipe e determinação, além de inspirar o interesse pela liderança nas áreas de Ciência e Tecnologia..  
O sucesso das exportações da RMVale está cada vez mais dependente de poucos produtos. No primeiro bimestre deste ano, 10 itens produzidos na região foram responsáveis por 96,39% do total vendido ao exterior. É um recorde histórico. Eles acumularam no bimestre US$ 1,59 bilhão de um total exportado de US$ 1,65 bilhão pela RMVale --diferença de US$ 59 milhões. Trata-se do maior percentual de participação do 'Top 10' no total das exportações em toda a série histórica do Ministério da Economia, que começa no ano de 1997. Durante janeiro deste ano, por exemplo, os 10 produtos mais vendidos representavam 96,11% do montante total. Durante o primeiro bimestre do ano passado, o 'Top 10' significava 90,24% do total das exportações da região, representando um crescimento de 6,82% diante do percentual dos meses de janeiro e fevereiro deste ano (96,39%). Naquele período, a região exportou US$ 1,45 bilhão e os 10 produtos venderam US$ 1,31 bilhão --diferença de US$ 141,8 milhões. Neste ano, a lista do 'Top 10' é formada por petróleo, aviões, carros, celulose, reatores, produtos químicos, máquinas e aparelhos elétricos, alumínio, obras de ferro e aço e produtos farmacêuticos. TRINCA. Os dados do Ministério da Economia revelam que o comércio exterior da região é cada vez mais dependente de três produtos: petróleo, aviões e carros, cuja produção é monopolizada por cinco cidades: Ilhabela e São Sebastião (petróleo), São José dos Campos (aviões e carros) e Taubaté e Jacareí (carros). Apenas o trio de produtos foi responsável por 76,54% do total exportado pelas empresas do Vale do Paraíba em janeiro e fevereiro deste ano, também recorde histórico, um montante de US$ 1,26 bilhão. O percentual era de 61,96% há um ano (US$ 909,4 milhões), o que representa um crescimento de 23,53% para 2019. Dos três produtos, petróleo foi o que mais cresceu na cesta de exportações da região, com um total de US$ 788,8 milhões neste primeiro bimestre ante US$ 526,4 milhões nos dois primeiros meses de 2018, alta de 49,86%. Nesse período, a participação do petróleo no total das exportações saltou 32%, de 36,20% para 47,78%..
Os Estados Unidos recuperaram o posto de maior parceiro comercial da RMVale com aumento de 155% nas importações no primeiro bimestre de 2019 ante igual período de 2018, com US$ 408,1 milhões contra US$ 159,4 milhões. O resultado fez com que o país mantivesse dianteira da China, que liderou a importação de produtos feitos no Vale do Paraíba durante quase todo o ano passado. Os chineses agora são o segundo povo que mais consome produtos do Vale no mundo, com US$ 341,8 milhões importados em janeiro e fevereiro deste ano, alta de 3,8% se comparado ao primeiro bimestre de 2018, que teve US$ 329,3 milhões. O crescimento dos americanos na balança comercial da região confirma a preferência do governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL) pelos Estados Unidos. Antes da posse, Bolsonaro chegou a causar rusgas com a China ao criticar o país comunista, que respondeu por meio de um jornal de que o Brasil teria "muito a perder" com a redução do comércio entre os dois países. Desde então, a China vem caindo na balança comercial do Vale do Paraíba, depois de ter assumido a liderança nas importações no começo de 2018. Em outubro, por exemplo, os chineses compraram 30% de tudo o que foi exportado pela RMVale, enquanto os americanos importaram 25,16%. No primeiro bimestre deste ano, a situação se inverteu. Os Estados Unidos foram responsáveis por 24,72 % das exportações e a China, por 20,70%. No mesmo período de 2018, os americanos representavam 10,97% e os chineses, 22,65%. PAÍSES. A terceira nação que mais comprou produtos do Vale foi o Uruguai, com US$ 184,9 milhões em janeiro e fevereiro deste ano, crescimento de 48,39% ante o mesmo período do ano passado, que fechou com US$ 124,6 milhões. A Argentina vem na sequência, com US$ 110,6 milhões, o que representou queda de 22,38% na comparação a 2018, com US$ 142,5 milhões. Membro do grupo das 10 nações que mais importam do Vale pelo segundo mês seguido, a Polônia comprou US$ 88,7 milhões no primeiro bimestre, crescimento vertiginoso diante do ano passado, de US$ 1,1 milhão. Exportação de aviões para EUA garante liderança do país na balança da RMVale Depois de liderar a importação de petróleo bruto do Vale do Paraíba no começo de 2019, os Estados Unidos ampliaram a compra de produtos de São José dos Campos de US$ 67,7 milhões (janeiro) para US$ 134,2 milhões (fevereiro), alta de 97%. Aviões são o principal produto exportado pela cidade. No bimestre, os americanos importaram US$ 202 milhões de São José. O resultado deixou a cidade no segundo lugar do ranking. O primeiro lugar da lista ficou com a China, que importou US$ 285,7 milhões em petróleo bruto e derivados de Ilhabela. O terceiro lugar ficou com o Uruguai, que importou US$ 181,7 milhões de Ilhabela. Os Estados Unidos também compraram US$ 107,6 milhões em petróleo de Ilhabela.
O ministro da Defesa Nacional de Portugal, João Gomes Cravinho, disse em audição numa comissão parlamentar, que a negociação com a Embraer para a compra de cinco unidades do jato multimissão KC-390 está em "processo avançado de negociação", mas ainda sem um acordo final. Portugal abriu negociação com a Embraer, no primeiro semestre de 2017, para comprar cinco unidades da aeronave, com opção para um sexto KC-390. As entregas devem iniciar em 2021. A negociação deve tornar o país europeu o primeiro cliente de exportação do novo jato de transporte militar. Cravinho disse que o valor inicial estabelecido para o negócio "não é negociável" e que a compra deve se restringir a cinco aeronaves. À comissão, ele disse que o governo português "não irá para além do que está estabelecido em termos de custos na Lei de Programação Militar", que aponta 827 milhões de euros (R$ 3,5 bilhões), em 12 anos, para o programa dos jatos. As aeronaves da Embraer servirão para substituir a atual frota de aviões C-130 de Portugal. "A Embraer sabe disso, é uma condicionante absoluta", disse o ministro. Ele destacou ainda que o processo está na "fase pré-final das negociações" e manifestou a esperança de que "haja condições para uma decisão nos meses mais próximos". Cravinho confirmou a negociação para cinco unidades do KC-390. Ao ser questionado se o contrato poderia ser reduzido para quatro, por um deputado, ele disse que essa opção não está na mesa de negociação. "O que está em cima da mesa, atendendo ao limite financeiro neste momento, é a aquisição de cinco", afirmou. Sobre a compra, o ministro ainda declarou que "há avanços muito significativos no plano técnico e financeiro", mas admitiu uma "pausa" para repensar a estratégia do negócio. "Precisamos voltar a fazer reflexão na componente estratégica. Sobre se a Embraer é a melhor opção para Portugal", disse. OUTRO LADO. Em nota, a Embraer confirmou o negócio: "Estamos totalmente comprometidos a concluir as negociações de forma a atender aos interesses de Portugal". Acordo com Boeing amplia mercado para jato militar A Embraer e a Boeing, que formarão uma joint venture para incluir a venda do KC-390, estão ampliando os mercados para o jato militar da fabricante brasileira. Além de Portugal, ao menos quatro países estão interessados na aeronave: Argentina, Colômbia, Chile e República Tcheca. A expectativa da Embraer é que, com a parceria da Boeing, o número de interessados no avião aumente exponencialmente. Em fase final de testes militares, o KC-390 está programado para entrar em operação em 2019, com as primeiras unidades do jato entregues à FAB (Força Aérea Brasileira), que comprou 28 aviões. Em outubro do ano passado, o KC-390 foi certificado pela Anac (Agência Nacional de Aviação Civil).
Em resposta à crise na GM (General Motors) e na Ford, com ameaça de fechamento de fábricas no Vale do Paraíba e no ABC, o governador João Doria (PSDB) anunciou um programa de redução de imposto para o setor automotivo. As montadoras poderão descontar até 25% do total de ICMS devido ao estado na venda de novos produtos. Para a concessão do benefício, o programa exige aplicação de novos investimentos no estado, no valor mínimo de R$ 1 bilhão. As montadoras terão que investir na ampliação de fábricas, construção de novas unidades ou linhas de produção. Também se exige a criação de, no mínimo, 400 empregos. O investimento terá que ser aplicado no estado. Batizado de "IncentivAuto", o programa concederá o desconto no ICMS a partir da conclusão de investimentos. O governo estadual garante que não haverá redução de receita, em se tratando de novos projetos. O anúncio foi feito um mês depois de os trabalhadores da GM em São José dos Campos aprovarem um pacote da empresa, para garantir a produção de um novo carro na fábrica, que estava ameaçada de fechar. E menos de 20 dias depois de a Ford anunciar o fechamento da unidade de São Bernardo do Campo. "Nosso objetivo é gerar emprego e renda. Faremos isso nos próximos quatro anos, também em outros setores", disse Doria. 'Haverá rígido controle desses investimentos', diz Meirelles O secretário estadual da Fazenda e Planejamento, Henrique Meirelles, disse que o estado terá um controle rígido sobre os novos investimentos obrigatórios para as montadoras se beneficiarem do programa "IncentivAuto". Segundo ele, o desconto do ICMS será progressivo, até o patamar de 25%, e seguirá o volume de novos investimentos das montadoras. Quem aplicar mais terá mais desconto. "Importante frisar que é um programa exclusivamente voltado para novos investimentos, aumento da produção, criação de unidades produtivas e lançamento de novos modelos. A ideia não é incentivar a manutenção, mas o aumento", afirmou. "Os critérios são valor dos investimentos, novos produtos e rígido controle desses investimentos acordados com o governo. Deverá ser superior a R$ 1 bilhão com a geração de, no mínimo, 400 postos de trabalho. Tudo aplicado integralmente no Estado de São Paulo".