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O governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL) cortou 2,6 mil famílias da RMVale do Bolsa Família em janeiro, na comparação com os atendidos em dezembro de 2018. O número de famílias atendidas no Vale do Paraíba caiu de 87.983 para 85.375, um corte de 2,96% no total de beneficiários. Trata-se da maior redução no número de famílias beneficiárias desde abril de 2018, quando o governo reduziu de 88,4 mil para 84 mil famílias nas cidades da região. Também é o menor número de famílias atendidas no Vale desde setembro do ano passado, quando o programa atendeu 83,8 mil famílias na região. Durante o governo do ex-presidente Michel Temer (MDB), o recorde de atendidos ocorreu em novembro de 2018, com 88,8 mil beneficiários. O menor número foi em julho de 2017, com 75,8 mil. A explicação do Ministério da Cidadania (ex-Ministério do Desenvolvimento Social) é que as mudanças no total de beneficiários são normais em razão dos mecanismos de controle e da entrada e saída de famílias do programa. Ainda segundo a pasta, a fila de espera para entrada no programa está zerada na região. As 85.375 famílias da RMVale receberão R$ 15,1 milhões do Bolsa Família em janeiro. O pagamento já está sendo feito e segue até o final do mês, obedecendo a calendário de depósito conforme o NIS (Número de Inscrição Social) dos beneficiários, impresso no cartão do Bolsa Família. EMPREGO. Segundo o ministro da Cidadania, Osmar Terra, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que o Bolsa Família será fortalecido em seu governo. Ele disse que a estratégia é ampliar as oportunidades de emprego e renda para os beneficiários. "Vamos casar o Bolsa Família com o Progredir para oferecer aos jovens e chefes de família acesso ao microcrédito. A ideia é que as pessoas tenham oportunidade de desenvolver projetos que lhe deem renda", disse Terra. Além disso, o ministro disse que a pasta negocia com as instituições do Sistema S e com o Ministério da Educação a ampliação e adequação de cursos profissionalizantes, de acordo com as demandas de cada município. "É um pacote que estamos montando para que o Bolsa Família atenda as pessoas na hora da necessidade, mas que também proporcione uma melhoria da qualidade de vida e da renda dessas pessoas". Outro compromisso do governo Bolsonaro é de pagar um bônus no final deste ano --espécie de 13º-- às famílias beneficiárias do programa..  
Após dois anos tendo Abner de Madureira (PR) como seu braço direito na Câmara de Jacareí, o prefeito Izaias Santana (PSDB) escolheu o vereador Rodrigo Salomon, também tucano, para assumir a função de líder do governo deixado por Abner - que agora assumiu a presidência do Legislativo. De acordo com o vereador, a posição não deve influenciar significativamente em seu comportamento na Casa. "O meu jeito de ser eu não vou mudar, vou defender somente aquilo que eu achar correto", disse Salomon. Em entrevista a OVALE e a SPRio, Izaias se manteve otimista quanto à troca. "Ele [Salomon] vai articular e desenvolver um papel que tenho certeza que ele é vocacionado. Teremos uma relação de bastante respeito, bastante diálogo, como temos mantido nesses dois anos com a Câmara Municipal", disse. RELAÇÃO. De acordo com o vereador, os pontos de discordância existentes entre ele e Izaias não deverão interferir em sua nova posição, de liderança do prefeito. "O Izaias é muito democrático. Às vezes parece que a gente não está se entendendo, mas um apresenta o ponto do outro e acabamos compreendendo. Existe um respeito muito grande entre nós", disse. No ano passado, o projeto da 'Ficha Limpa Municipal', de autoria de Salomon, foi vetado pelo prefeito. Após o veto ser derrubado e o texto ser promulgado pela Câmara, Izaias entrou com uma ação e conseguiu que o Tribunal de Justiça suspendesse a eficácia da lei. Na ocasião, o vereador justificou a distinção de ideologias. "Não tenho nada contra o meu partido, nada contra o prefeito, mas aprendi e sempre digo nessa tribuna que acima das bandeiras partidárias vai estar o interesse da população", disse o tucano..  
Perto de descartar o financiamento de R$ 800 milhões para a implementação do projeto do BRT (Bus Rapid Transit), o governo do prefeito Felicio Ramuth (PSDB), de São José dos Campos cogita agora um novo empréstimo para outro projeto: o VLP (Veículo Leve sobre Pneus). O novo financiamento, que não teve valor divulgado, seria destinado para obras de infraestrutura, com objetivo de preparar os corredores viários da cidade para receber a nova alternativa de transporte público urbano. "Se vai ser BRT, ou VLP, isso não importa muito. O que importa agora é a gente trabalhar a infraestrutura", afirmou o secretário de Mobilidade Urbana de São José, Paulo Roberto Guimarães. De acordo com a pasta, os trechos prioritários que receberiam as obras são da Avenida JK e a Avenida Pedro Friggi, na zona leste, além de pontos da região central. "O que mais faz perder tempo no transporte público de São José são as operações de embarque e desembarque, e a própria malha viária, por conta da retenção de trânsito", disse o secretário. HISTÓRICO. O projeto inicial do BRT havia sido proposto pelo governo de Carlinhos de Almeida (PT) e teve recurso aprovado teve recurso aprovado pela Caixa. O governo Felicio Ramuth apontou falhas no projeto e propôs mudanças, 'desmembrando' o projeto do BRT para priorizar a fase de infraestrutura. Segundo o prefeito, a prefeitura ainda aguarda uma resposta da Caixa acerca do projeto, enviado com alterações no ano passado, mas afirmou que implantação de um projeto VLP como opção de transporte público é 'irreversível'. "Qual é a diferença do BRT e o VLP? É um veículo não poluente, o corredor em si pode ter características similares. São José quer dar o primeiro passo", disse Ramuth. A Caixa afirmou que ainda aguarda um posicionamento do governo sobre as próximas providências..