Economia

Em média, crise fecha um posto de trabalho por hora na RMVale

Foram 3.060 desligamentos em 2017, em 120 dias -- média de 25,5 demitidos por dia ou de 1,06 demissão por hora; mesmo ruim, resultado nas cidades foi melhor do que o de 2016, com 2,18 postos de trabalho fechados por hora

Xandu Alves
24/05/2017 às 02:05.
Atualizado em 08/07/2021 às 20:29
Comércio em alta. Movimentação de clientes em shopping de S. José (Antonio Basílio/ Arquivo Prefeitura de São José)

Comércio em alta. Movimentação de clientes em shopping de S. José (Antonio Basílio/ Arquivo Prefeitura de São José)

Um trabalhador foi demitido a cada hora na Região Metropolitana do Vale do Paraíba nos quatro primeiros meses do ano. O levantamento foi feito com base nos dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), do Ministério do Trabalho.

Foram 3.060 desligamentos no período, em 120 dias, média de 25,5 demitidos por dia ou de 1,06 demissão por hora.

Mesmo ruim, o resultado representou uma melhora comparado ao de 2016. No ano passado, nos quatro primeiros meses, a RMVale perdeu 2,18 postos de trabalho por hora.

As empresas da região admitiram 58.034 trabalhadores e dispensaram 61.094 no primeiro quadrimestre deste ano. No mesmo período do ano passado, foram 62.521 admissões e 68.798 desligamentos, saldo negativo de 6.277 vagas perdidas no mercado, o dobro dos postos fechados neste ano.

"Não temos projetos novos entrando, o mercado está parado e a indústria não contrata, nem mesmo para repor as demissões. O caminho será muito lento até a recuperação", disse Almir Fernandes, diretor do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo) em São José.

Para ele, com os novos escândalos que caíram sobre Brasília e o presidente Michel Temer, com as delações de executivos do grupo JBS, a situação deve ter uma piora nos próximos meses antes de começar a melhorar.

"Se não houver a aprovação das reformas trabalhista e da Previdência, o buraco vai ficar mais fundo e a recuperação, se houver, será ainda mais lenta", afirmou. "Tudo vai depender do desenrolar dessa crise"..

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