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As perspectivas para a indústria na RMVale

Setor vive momento de mudanças, com dados positivos sobre emprego e exportação, com desafios importantes pela frente como a transformação digital

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27/05/2022 às 18:02.
Atualizado em 27/05/2022 às 18:02
Alexandra Gioso, diretora regional do CIESP

Alexandra Gioso, diretora regional do CIESP

Nesta semana celebramos o Dia da Indústria (25/5), uma data para lembrar a importância de um setor que é responsável por 22,2% do PIB nacional e 71,8% das exportações de bens e serviços.

E quais são as perspectivas para a indústria brasileira e da RMVale? O cenário édesafiador, mas com muitas oportunidades. É dessa forma que Alexandra Gioso, diretora regional do CIESP em São José dos Campos, enxerga o panorama.

“Vivemos um momento de transformação, de reacomodação das cadeias produtivas globais. O custo da matéria-prima subiu muito, afetando os gastos de produção. A economia permanece instável, com inflação e juros altos, impactando a capacidade de investimento. Mas os dados sobre emprego e a balança comercial são positivos neste ano, vemos uma recuperação”.

A empresária assumiu o cargo em janeiro, liderando uma chapa formada por Rodrigo Garbelotto Ramos (1º Vice-Diretor) e Ney Pasqualini Bevacqua (2º. Vice-Diretor), que estará à frente da entidade até 2025.

Com grande experiência no setor, Alexandra foi diretora de Relações Internacionais e Comércio Exterior da regional do CIESP em 2020 e 2021, e acompanhou de perto o esforço de todos os envolvidos na indústria para manterem a competitividade durante a pandemia. Por isso, acredita que a resiliência e a capacidade de adaptação fortaleceram as empresas.

“Na região, temos cadeias estruturadas, com empresas que fazem produtos de alta performance e valor agregado, preparadas paraatender o mercado internacional e aproveitar o câmbio favorável. Os setores aeronáutico, automotivo e de Defesa são muito fortes”, exemplifica.

Para ela, dois pontos podem fazer a diferença para que o segmento alcance um crescimento mais robusto. “Isso depende do nível de capacitação e tecnologia. O Vale sempre foi um polo nesse sentido. Temos um nível alto de qualidade técnica na capacidade de fornecimento, mas no processo de digitalização ainda podemos evoluir bastante. Neste momento, que estamos chamando de pós-pandemia, mas que ainda é impactado por questões globais como a guerra na Ucrânia, tudo tem que ser pensado de forma estratégica”.

Alexandra indica outros caminhos promissores e a necessidade de apoio governamental. “As empresas têm que se especializar em nichos técnicos, algumas coisas vão ser terceirizadas, como a parte de compras. Os governos estão tentando aprender com tudo isso também, têm que trabalhar a desburocratização, políticas públicas para atuar em conjunto com a indústria e trazer mais competitividade”.

Nesse contexto de cooperação, ela cita o papel do CIESPcomo fomentador do desenvolvimento da indústria e geração de empregos. “Temos programas estruturantes, como o Jornada da Transformação Digital, para capacitação de mais de 40 mil empresas no estado, junto com Senai e Sebrae. Outra iniciativa é na área de TI, capacitando profissionais certificados para atuar em áreas como inteligência artificial, cibersegurança e machine learning, com parcerias com a Amazon, Google, Cisco e Microsoft”.

Sobre as principais prioridades de seu mandato, ela aponta como foco a discussão de temas como a reforma tributária e a redução dos custos da indústria, além do incentivo ao potencial humano nas empresas, à indústria 4.0, novas tecnologias, sustentabilidade e ampliação da rede de parcerias.

“Iniciamos um processo interno de inovação, envolvendo entidades, poder público, envolvendo as necessidades que a indústria está passando, com um estudo detalhado de oportunidades na região, junto com as prefeituras, plano estratégico para trazer de forma mais clara os gargalos e promover uma governança conjunta”.

Primeira mulher na direção regional do CIESP, ela também falou sobre representatividade. “A gente se sente sozinha na liderança, é um questionamento que tenho trazido para a minha gestão. É necessário ter mulheres à frente, temos muitas capacitadas. A mulher traz sensibilidade, flexibilidade, criatividade, um olhar mais humano. Essa sororidade é importante e espero poder incentivar a presença feminina em conselhos, entidades e cargos de liderança nas indústrias, para ter um equilíbrio natural”.

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