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São José Basket comemora título e sonha com voos mais altos

A competição organizada pela CBB (Confederação Brasileira de Basquetebol) não tem o mesmo peso do NBB (Novo Basquete Brasil), que reúne as equipes de maior investimento do país

Marcos Eduardo Carvalho
12/05/2022 às 21:26.
Atualizado em 14/05/2022 às 01:38
Jogadores do São José festejam o título brasileiro (Diego Maranhão e Mauricio Almeida/CBB)

Jogadores do São José festejam o título brasileiro (Diego Maranhão e Mauricio Almeida/CBB)

São José dos Campos começa a ‘respirar’ basquete novamente. Afinal de contas, a cidade que já teve tanta alegria na modalidade e estava adormecida, agora comemora o título de campeão brasileiro do São José Basket, na semana anterior, quando venceu o Liga Sorocabana por 86 a 79 na final disputada no ginásio Galegão, em Blumenau.

A competição organizada pela CBB (Confederação Brasileira de Basquetebol) não tem o mesmo peso do NBB (Novo Basquete Brasil), que reúne as equipes de maior investimento do país. Entretanto, para o São José, isso já é um recomeço, depois de anos difíceis e até paralisação das atividades durante a pandemia da Covid-19.

Mais do que isso, com o título brasileiro no final de semana, o time da região repete um feito que conseguiu quase 40 anos antes, em 1981, quando também foi campeão. Na oportunidade, o título veio após final contra Franca, em torneio também organizado pela CBB.

Depois disso, o São José foi vice-campeão do NBB em 2012, quando perdeu a final em jogo único para o Brasília. Mas, como fundador da liga, o time da região tem o direito de disputar o torneio este ano, no segundo semestre. No entanto, só vai fazer isso se tiver condições financeiras de montar um time competitivo.

A diretoria da OS (São José Desportivo) que gerencia a modalidade, tenta captar mais patrocinadores. E, inclusive, existe a chance do São José disputar o Campeonato Paulista, que normalmente começa entre julho e agosto.

Mas, por enquanto, o time e a cidade curtem o título, que foi conquistado longe de casa. Mas que contou com o calor da torcida que compareceu ao ginásio Lineu de Moura na manhã do sábado, dia 7 de maio, para acompanhar ao jogo em um telão instalado na quadra.

FESTA.

Esse foi primeiro trabalho do técnico Sebastián Figueredo sob comando do São José. E, logo de cara, já veio um título expressivo. Agora, ele espera pela continuidade e vislumbra o crescimento do trabalho.

“O jogadores foram a chave principal dessa estrutura, desse projeto, algo que ainda está começando e vai ter mais. Temos que confiar e contar com o apoio da torcida. Eu senti na minha pele o que é dirigir a equipe do São José”, afirmou em vídeo gravado após a final.

Entre os atletas, quem comemorou muito foi Arthur Pecos, também contratado nesta temporada.  Estou muito feliz. É uma cidade que merece o título e tenho que agradecer a nossa torcida, que sempre lotou no nosso ginásio”, disse, sempre ressaltando a importância do Caldeirão, onde o time jogou na primeira fase do Brasileiro.

Ele foi eleito o MVP (jogador mais eficiente) do campeonato. “Os prêmios são consequências, mas o que vale é o resultado final, que é o troféu”, afirmou.

Para Dimitri, outro destaque do time, esse momento foi único em sua carreira profissional. “Hoje é o melhor momento da minha carreira. Tudo o que a gente construiu com esse grupo aqui é especial. Jogadores, comissão técnica, diretoria. Sempre tivemos apoio da torcida, da cidade”, disse o atleta joseense.

O CAMPEONATO.

Na primeira fase, disputada em turno e returno, o São José fez uma das melhores campanhas e, com atuações sólidas, ainda contou com o apoio em peso da torcida na Conferência Amaury Pasos, como foi chamado o grupo.

Depois, no mata-mata, o time cresceu, foi para o Final Four em Santa Catarina e fez a festa ao passar por dois times paulistas em Blumenau. Primeiro, venceu o Araraquara, na semifinal. Depois, passou pelo Liga Sorocabana, dois times que já são velhos conhecidos dos joseenses.

Para o Brasileiro, apenas 5 jogadores adultos fizeram parte do elenco, enquanto os demais vieram das categorias de base do time, que nunca chegaram a parar, mesmo com o time adulto fora dos campeonatos.

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