Desenvolvimento

Construção civil na RMVale deve continuar gerando emprego, aponta Aconvap

Da Redação
06/05/2022 às 14:02.
Atualizado em 07/05/2022 às 00:10
Vista do Aquarius (Adenir Britto/ PhotoUp Brasil)

Vista do Aquarius (Adenir Britto/ PhotoUp Brasil)

O primeiro semestre de 2022 se encaminha para a reta final, e neste momento, já é possível esperar que os próximos meses tragam ainda uma maior movimentação econômica para a RMVale (Região Metropolitana do Vale do Paraíba e Litoral Norte), agora que a pandemia da Covid-19 se mostra de forma mais controlada.

OVALE conversou com José Renato Fedato, presidente da Aconvap (Associação das Construtoras do Vale do Paraíba), associação civil que abrange, além do Vale do Paraíba, a Serra da Mantiqueira, o Litoral Norte e o Alto Tietê, somando o total de 90 empresas associadas, para entender este momento de reaquecimento do setor. Confira!

Presidente, como o setor da construção civil se desenvolveu durante a pandemia no Vale do Paraíba?

A resiliência do setor é muito grande e a RMVale tem características que possibilitaram certa estabilidade. São José dos Campos, por exemplo, tem uma qualidade de vida muito alta, que também é reconhecida fora daqui. Isso motiva a migração de grandes centros para a cidade e a região, movimentando o mercado da construção civil. Durante a pandemia, em um primeiro momento houve mais procura por casas, terrenos, loteamentos, e agora os empreendimentos verticais ganham força.

São José sempre foi um ponto de referência, mas temos outras cidades despontando. Jacareí tem apresentado melhorias na urbanização e investimento imobiliário, Taubaté também tem bom desempenho na construção civil. Trabalhamos para tentar levar essa cultura de desenvolvimento, de novo urbanismo, para todas as cidades.

Podemos esperar ainda um maior aquecimento para o ano de 2022 ou manter o desenvolvimento será um desafio?

Já conseguimos índices interessantes nos últimos meses, com a construção civil como uma das maiores geradoras de emprego no país. Somente em São José dos Campos, são 27.000 funcionários na construção civil. O setor tem um grande potencial e vejo que São José vai viver um novo momento de avanço.

Alguns desafios estão relacionados a fatores externos, como o conflito na Ucrânia. O aço teve aumento significativo. E também há maior demora na entrega de materiais. Antes, você pedia um aço cortado dobrado e demorava de sete a dez dias para estar no canteiro de obras; hoje, o prazo está entre 45 e 60 dias.

Qual é a previsão para o setor da construção civil nos próximos anos?

Os empresários estão otimistas em continuar gerando empregos nos próximos dois, três anos. A quantidade de lançamentos previstos é muito positiva. Isso garante, em médio e longo prazo, uma disponibilidade crescente de empregos.

De uma forma geral, a construção civil ajuda o desenvolvimento econômico das cidades da região. Um investimento na indústria da construção civil gera 32 vezes mais emprego do que na indústria metalúrgica, por exemplo. E o piso da categoria é maior que o do comércio, dos serviços. É a melhor maneira de distribuição de renda, por meio da geração de emprego.

Podemos falar sobre tendências regionais para a construção civil e o setor imobiliário nos próximos anos? O que podemos esperar que continue? Teremos novidades?

Acompanhamos um aquecimento mais significativo de procura por imóveis de médio e alto padrão. Outra boa notícia é que tivemos na semana passada uma revisão das condições da Caixa para financiamento de imóveis de menor custo, que também vai alavancar a categoria econômica, o último nicho que precisa decolar.

Com a tecnologia, a qualidade dos empreendimentos mudou muito. Estamos com outro patamar de conforto acústico, conforto térmico, qualidade de uso de espaços. Precisamos qualificar cada vez mais nossa mão de obra, para aproveitar as inovações.

Geração de emprego

Construção civil é o segundo maior setor gerador de emprego, em todo o país, durante março de 2022. De acordo com informações divulgadas pelo Novo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), do saldo positivo de 136.189 novos empregos que o Brasil registrou durante o mês, (ou seja, mais pessoas foram contratadas do que demitidas no país), 25.059 dos novos empregos criados foram na área de construção civil.

Em primeiro lugar, o setor que registrou um maior saldo de empregos foi serviços, com 111.513 novos empregos. Vale ressaltar que o setor de serviços inclui trabalhos desenvolvidos, principalmente, nas áreas de informação, comunicação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas, ou seja, empregos gerados na área de imobiliárias, por exemplo, também estão diretamente ligados à construção civil.

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