Pandemia

Mortes por Covid dobram em janeiro na comparação com dezembro

Janeiro começa com número mais alto de mortes pela doença desde setembro do ano passado; aumento não ocorria na região desde maio de 2021

Xandu Akves
13/01/2022 às 17:29.
Atualizado em 13/01/2022 às 17:30
Coronavírus (TYRONE SIU)

Coronavírus (TYRONE SIU)

Dobrou o número de mortes por Covid-19 no Vale do Paraíba em janeiro na comparação com dezembro, de acordo com números oficiais divulgados pelas secretarias municipais de saúde.

Janeiro acumula 32 mortes em 12 dias contra 16 em dezembro, no mesmo período. É a primeira vez que a região passa de 30 mortes nos primeiros 12 dias do mês desde setembro do ano passado, quando registrou 49 óbitos no mesmo período.

Os 32 óbitos em janeiro em 12 dias ultrapassam o total de mortes de dezembro (29) e se aproximam das vítimas de novembro (40).

Mantida a média de três mortes por dia, janeiro pode encerrar com cerca de 90 óbitos pela doença, o que não acontece desde setembro de 2021 e indica a retomada da pandemia no Vale.

“Estive debatendo com colegas a situação regional, que é preocupante. Com a provável subnotificação, há motivos para ficar alerta”, disse o estatístico Paulo Barja, professor da FEAU (Faculdade de Engenharias, Arquitetura e Urbanismo) da Univap (Universidade do Vale do Paraíba).

Na média móvel semanal, a região tem 24 mortes contra nove, aumento de 166%. Na média dos últimos 14 dias, o crescimento é de 371% -- 7 para 33.

LETALIDADE

A Covid-19 causou mais mortes no Vale do Paraíba em dois anos de pandemia do que em 12 anos de homicídios e acidentes de trânsito. Para piorar, a doença retoma a tendência de aumento.

O coronavírus provocou a morte de 7.036 pessoas na região desde a confirmação do primeiro óbito, em 26 de março de 2020. As vítimas de homicídios e em acidentes de trânsito somam 6.975 em 12 anos.

São 4.376 pessoas assassinadas entre janeiro de 2010 e novembro de 2021 e mais 2.599 vítimas de acidentes de trânsito de janeiro de 2015 a novembro de 2021. Ou seja, nada foi mais mortal do que a pandemia no Vale.

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