ELEIÇÕES

Pré-candidato ao Estado, Felicio diz que campanha se apoia nas pessoas e tem São José como exemplo

Douglas Cruz
13/05/2022 às 18:52.
Atualizado em 14/05/2022 às 09:38
Felicio Ramuth em entrevista na sede de OVALE (Foto: Vitor Fracchetta)

Felicio Ramuth em entrevista na sede de OVALE (Foto: Vitor Fracchetta)

Uma campanha para as pessoas e que tem São José como “exemplo” para o Estado. Foi assim que o pré-candidato do PSD, Felicio Ramuth, definiu sua estratégia na disputa ao Palácio dos Bandeirantes.

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Em entrevista na sede de OVALE, concedida no dia 10 de maio, o ex-prefeito de São José disse que a disputa ao governo estadual está aberta e que apoia Eduardo Leite para a Presidência. Confira:

Quais exemplos de São José você quer levar ao Estado?

São ações que podem ser reproduzidas em nível estadual. Uma delas é usar método de construção utilizado no hospital de retaguarda para construir creches, para que os municípios possam zerar as filas esse tipo de construção rápida, não vou dizer em 35 dias, mas em seis meses é possível fazer. Segundo é a eletromobilidade, uma questã que deve ser incluída na pauta do governo estadual, principalmente pros veículos de transporte público. Terceiro é a integração das forças de segurança e tecnologias de combate ao crime. Com isso, São José obteve os melhores indicadores dos últimos 20 anos. Temos também o projeto Observa para cuidar do meio ambiente, com fotografias de toda cidade mostrando as áreas de risco com ocupações. Então são ações que podem ser reproduzidas para todo estado.

A eletromobilidade ainda não está totalmente implementada em São José, por que?

Os ônibus elétricos já são realidade, transportaram no mês passado o recorde de passageiros, única cidade que opera regularmente uma linha com um conjunto de veículos. Uma linha piloto, de fato, e existe uma obra que é a Linha Verde, única diferença é que os VLPs vão trocar de lugar para operar com mais tecnologia e serviços. Já no dia 11 nós temos a licitação para frota 100% elétrica no transporte público, que vai virar realidade. É natural que iniciativas inovadoras sempre acabem gerando conflitos jurídicos técnicos e acabem postergando um pouco suas implantações, mas o importante é que a gente consegue fazer de fato. (No dia 13 a Justiça barrou novamente o pedido da Urbam e manteve o edital de licitação dos 350 ônibus elétricos suspensos).

E na segurança?

O sistema do CSI demorou 2 anos além do que deveria para ser implantado. Os questionamentos na Justiça, Tribunal de Contas, a gente comprovar essa forma diferente de contratação, é uma inovação que pode melhorar a segurança pública, junto com a integração das forças. O segundo é a tecnologia, 30 mil câmeras que nós pretendemos implantar. Terceiro é a valorização dos homens e mulheres das forças de segurança com o aumento do salário inicial. Quarto é melhorar a infraestrutura da Polícia Civil que foi sucateada ao longo dos últimos anos.

A Prefeitura encontra resistência na aprovação da Previdência, existe algum erro?

Não, na verdade isso já estava acontecendo antes de eu sair. O que existe é alguma discussão pontual de alguns vereadores que não querem fazer com que a cidade tenha as mesmas regras e leis que são aplicadas ao governo federal e estadual e existe uma resistência de parte dos servidores, o que é natural, a gente compreende, mas está na etapa final e acredito que ao longo dessa semana isso já vai estar concretizado, da forma correta para atender a grande maioria da população. Ser governante de um estado, uma cidade, ou um país, é sempre optar pela maioria, entender as solicitações dos grupos organizados ou de determinadas categorias, mas acima de tudo tomar decisões que beneficiem a maioria da população.

Como você avalia sua colocação nas pesquisas eleitorais?

A pesquisa correta pra avaliar nesse momento é a espontânea. A gente percebe no Estado de SP o cenário mais aberto dos últimos 30 anos. 74% da população não sabe em quem votar,  15% votaria branco, uma eleição aberta, diferente do cenário federal, que já tem os votos consolidados entre Lula e Bolsonaro. Tem muita gente falando ‘eu voto em um porque eu não tenho uma nova opção’, no estado de SP existe uma nova opção real, com experiência, alguém do Vale do Paraíba, para poder romper com essa polarização, para fazer um boa campanha e uma boa gestão.

Por quem Felicio é apoiado?

Pela nova via, pelas pessoas, esse é o trabalho. Existe hoje o governo usando todo o peso da caneta, liberando recursos para prefeitos e cidades, inclusive alguns não podem receber o candidato porque podem cortar a verba deles. Nós queremos fazer a campanha para as pessoas e ser reconhecido como uma boa via, que está preocupada não em direita, esquerda e apoios e sim em melhorar a vida das pessoas.

E o seu apoio à Presidência?

O PSD não apresentará candidatura ao governo federal e liberou o apoio de seus filiados. Eu continuo buscando uma nova via nesse cenário polarizado e assim que tiver definido o cenário eu vou fazer minha escolha. Primeiro turno é escolha, a gente escolhe quem tem mais haver com o que acreditamos, no segundo sobram dois, então é uma opção. Talvez surjam novos nomes, como Eduardo Leite, eu já apoiei ele no PSDB, apoiei no PSD, seria uma incoerência se eu não o apoiasse como candidato a presidência.

Já existe definição do vice?

Não. Estamos conversando com alguns partidos para poder compor essa possibilidade e também candidato ao Senado. As decisões são de dentro do partido, com possibilidade de aproximação novos partidos para compor a chapa.

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