DESENVOLVIMENTO

Tecnologia e Cultura são caminhos para geração de emprego em Taubaté

Com intenso processo de desindustrialização, perspectivas para Taubaté estão na economia criativa e inovações tecnológicas

Tamires Vichi
03/12/2021 às 17:03.
Atualizado em 05/12/2021 às 01:49
Vista de Taubaté (Caique Toledo/OVALE)

Vista de Taubaté (Caique Toledo/OVALE)

A pandemia do coronavírus acelerou diversos processos, entre eles, a desindustrialização, como aconteceu em Taubaté com o fechamento da Ford e a redução das atividades da LG. Empresas quebraram e muitos empregos perdidos no setor industrial não voltarão mesmo após o fim da pandemia.

“Então, em 2020, nós tivemos uma queda de 5 mil empregos aqui na cidade de Taubaté e agora em 2021, a recuperação é em torno de 3.200 empregos, ou seja, nós não conseguimos voltar ainda a indicadores de antes da pandemia na cidade, porque o grande problema é que os empregos que foram excluídos nesse processo de desindustrialização tinham a qualidade muito superior do que os empregos criados agora no final da pandemia, que são empregos muito precários na área de comércio e serviços, trabalho por conta própria entre outras coisas”, explica o economista Edson Trajano, pesquisador do Nupes (Núcleo de Pesquisas Econômico-Sociais), órgão da Unitau (Universidade de Taubaté).

A desindustrialização é um processo que vem crescendo nas últimas três décadas, com intensidade nos últimos anos e as regiões mais afetadas são as que possuem maior quantidade de atividades econômicas ligadas ao setor industrial: “Em 1985, 25% de toda a riqueza produzida tinha origem na atividade industrial, e hoje esse percentual gira em torno de 11%”, conta Trajano, expondo os dados da área industrial no país.

O economista, então, aponta dois caminhos para solucionar problemas da desindustrialização: o primeiro seria maior investimento em inovação tecnológica e o segundo, a economia criativa, que coloca setores da cultura, eventos e turismo em destaque, movimentando setores da economia que possuem demanda para expansão e que podem gerar mais empregos.

O Secretário de Desenvolvimento e Inovação de Taubaté, Alexandre Ferri, segue na mesma direção. Em entrevista a OVALE, falou sobre seus planos para o município:

“Nenhum município do Brasil está preparado para enfrentar a desindustrialização. Mas é a realidade que enfrentaremos nos próximos anos. Os municípios cuja vocação seja única e exclusivamente industrial, deverão estudar alternativas e possibilidades de diversificar sua vocação. E é nesse toada que Taubaté, pensando no futuro, está investindo em áreas que no passado foram esquecidas e até mesmo abandonadas, a exemplo do turismo, do agronegócio, da tecnologia, da inovação, da econômica criativa, etc... como alternativa para o desenvolvimento econômico do nosso Município. Taubaté está se estruturando para enfrentar esse desafio, para tanto, aposta na Inovação, através do HITT - Hub de Inovação e Tecnologia de Taubaté. Essa ferramenta está sendo utilizada para incentivar e fomentar novas tecnologias vias Startup, fomentando o empreendedorismo, a movimentação econômica, consequentemente, a geração de emprego e renda em nosso Município”, concluiu o Secretário.

O jornal OVALE também conversou com a ACIT, a Associação Comercial e Industrial de Taubaté, e o Presidente da Associação, Ricardo Carvalho, também falou sobre a necessidade de investimento em economia criativa, explorando o potencial turístico da cidade, além do investimento em inovações tecnológicas:

“Outro ponto importantíssimo que se mostra fundamental é a necessidade de incorporarmos a inovação e as novas tecnologias em todas as áreas. Não há como garantir uma estabilidade econômica no futuro se não investirmos pesadamente para que nossa força de trabalho esteja atualizada com as novas tecnologias, exigência para o mercado futuro”, reforçou Ricardo Carvalho.

Siga OVALE nas redes sociais
Copyright © - 2021 - OVALETodos os direitos reservados. | Política de Privacidade
Desenvolvido por
Distribuido por