Editorial

Um coração de avião

26/07/2022 às 21:22.
Atualizado em 27/07/2022 às 01:54

A capital nacional do avião se prepara para novos voos.

Assim como foi desafiador fazer decolar, em outubro de 1968, o protótipo do bimotor que deu origem ao Bandeirante, será tão ou mais difícil avançar para o futuro 54 anos depois da vitória da turma do visionário Ozires Silva, 91 anos.

São José dos Campos contará cada vez mais com seus visionários, espalhados em diversas áreas do conhecimento.

O maior cidade da RMVale e 25ª em população no Brasil, São José é a mais aeroespacial cidade brasileira, que enfrentou, nos últimos dois anos, o maior desafio da sua história: a pandemia da Covid-19. Foram mais de 2.230 mortes -- número oito vezes superior à soma de vítimas de homicídio (100) e de acidentes de trânsito (176) no mesmo período.

Também vieram os empregos ceifados, os negócios fechados, as famílias empobrecidas. A fome e a pobreza.

Mas a cidade está acostumada a dar a volta por cima. Fez isso na sua fase sanatorial, nas primeiras décadas do século 20, quando recebia milhares de pacientes que vinham se curar da tuberculose. 

Repetiu a dose quando se tornou a cidade do conhecimento ao abrigar, nos anos 1950, o CTA, o ITA e o Inpe. Daí nasceu a Embraer, que se tornou a terceira maior fabricante de aviões do mundo.

O protagonismo está no DNA da cidade. São José se prepara para novos voos na área de qualidade de vida, economia, mudanças na indústria, mobilidade, planejamento urbano, meio ambiente, justiça social. E tudo isso porque São José é uma cidade com alma de pipa e coração de avião. Voa!

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